
Você pode ouvir o assobio de um vento, observar a dança das folhas, sentir a umidade da chuva que está por vir, assustar com trovões, sentir o perfume das flores, amolecer como calor do sol na pele, relaxar ao tocar os pés na grama.
Existem alguns movimentos da natureza que a gente não percebe. Nosso ritmo é outro. A orquídea demora para florir, a erva-daninha ocupa o seu gramado rapidamente e as árvores florescem de um dia para o outro.
É a natureza que distorce o tempo ou a gente que distorce o tempo da natureza? Acredito que as duas coisas ocorram, mas isso é assunto para um outro blog ou conversa. O que eu sei é que este sábado passou muito rápido e que amanhã será dia de replantar os vasos aqui de casa.
Para sentir, visite este link. Para conhecer, visite o site. A exposição do artista Zimoun me lembrou as pesquisas da Cinthia. Para saber do que estou falando, copiei um trecho do blog dela que acho interessante.
“Corpo é um grupo infinito de partículas relacionando-se por paragens e movimento. São as diferentes velocidades relacionais entre as partículas que definem as particularidades de cada corpo. [...]
Corpo é movimento e mobilidade. Corpos são vias, meios. Essas vias e meios são as maneiras como o corpo é capaz de afetar e de ser afetado. O corpo é definido pelos afetos que é capaz de gerar, gerir, receber e trocar. Um corpo não é separável de suas relações com o mundo porque é exatamente uma entidade relacional. Inacabado, ou ainda, inacabável, provisório, parcial, participante – está incessantemente, não apenas se transformando, mas sendo gerado”